Romances
Sagrada Família
Alfaguara, 2012.
Zuenir Ventura reconta, nesse romance bem-humorado, magistral, as intricadas relações de uma numerosa família na serra fluminense, nos anos 1940. Tia Nonoca é uma viúva, a mais velha de oito irmãs, e mãe de duas filhas, de 15 e 14 anos. Sob o ponto de vista de um menino, são recontadas suas histórias de amores e enganos, com desfecho inesperado.
Inveja – Mal secreto
Objetiva, 1998 – 16ª ed, 2001.
Neste livro que abriu a coleção Plenos Pecados, da editora Objetiva, Zuenir faz uma reportagem sobre o tema inveja e a mistura com relatos pessoais, como a sua luta vitoriosa contra um tumor na bexiga. Há partes do livro em que, propositalmente, não fica claro se é ficção ou realidade o que está se falando.
Outras narrativas
Conversa sobre o tempo – Luiz Fernando Verissimo e Zuenir Ventura
Org. Arthur Dapieve – Editora Agir, 2011.
Uma conversa emocionante, reveladora e divertida entre dois grandes escritores brasileiros, autores de vários best-sellers, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura. Eles falam de Família, Amizade, Paixões, Política e Morte. A conversa é mediada pelo escritor e jornalista Arthur Dapieve.
1968: O que fizemos de nós
Planeta, 2008.
Quarenta anos após as barricadas de Paris, manifestações contra a guerra do Vietnam, Passeata dos Cem Mil e do AI-5, conhecemos o que restou da herança deste polêmico ano do século XX. Com depoimentos inéditos de Caetano Veloso, José Dirceu e outros.

Minhas histórias dos outros
Planeta, 2005.
Zuenir Ventura narra os acontecimentos que presenciou como jornalista, como a passagem de Jango em Paris antes de retornar ao Brasil como presidente, o caso da foto perdida da calcinha de Jaqueline Kennedy, o assassinato de Vladimir Herzog, o suicídio de Pedro Nava, a polêmica entrevista de Glauber Rocha, entre tantos outros.
As melhores crônicas de Zuenir Ventura
Org. José Carlos de Azevedo Global Editora, 2004.
Algumas das mais importantes crônicas do premiado jornalista Zuenir Ventura estão guardadas para a posteridade neste livro. Os temas vão do atentado de 11 de setembro de 2001 até a degeneração da herança de maio de 1968. Mas se há um personagem recorrente nestas crônicas é a cidade do Rio.
Vozes do Golpe – Um voluntário da pátria
com Carlos Heitor Cony, Luis Fernando Veríssimo e Moacyr Scliar.
Companhia das Letras, 2004.Zuenir Ventura rememora os acontecimentos que precipitaram o golpe militar, como o Comício das Reformas na Central do Brasil, em 13 de março, ao qual compareceram 300 mil pessoas. No dia do golpe, o jornalista estava em Brasília, onde deveria assumir uma cadeira de professor na Escola de Comunicação da UnB. Sua descrição daquele dia é preciosa: ninguém ainda havia narrado o desenrolar dos fatos em Brasília, fora dos círculos oficiais.
Chico Mendes – Crime e castigo
Companhia das Letras, 2003.
Além da histórica série O Acre de Chico Mendes, que valeu a Zuenir o Prêmio Esso de Jornalismo, o livro ainda reúne trechos do diário escrito por Zuenir na viagem de 1989; a cobertura do julgamento dos assassinos de Chico, em 1990; e um painel do Acre em 2003, quando o autor voltou ao local do crime que mudou a história da luta ecológica no Brasil.

Cultura em trânsito 70/80 – Da repressão à abertura
com Heloísa Buarque de Hollanda e Elio Gaspari.
Aeroplano, 2000.
Zuenir e Heloisa Buarque de Hollanda selecionaram artigos escritos entre 1971 e 1987 que refletem as turbulências políticas e culturais deste período. Elio Gaspari participa do livro com Alice e o camaleão, ensaio produzido em 2000 como súmula das idéias que trafegam pelos outros artigos.

Crônicas de um fim de século
Objetiva, 1999 – 3ª ed., 2000.
Seleção de artigos publicados por Zuenir em suas colunas no Jornal do Brasil, O Globo e Época. O conjunto de textos funciona como um panorama crítico, mas bem-humorado, dos problemas enfrentados por Rio, Brasil e mundo no final do século XX.
O Rio de J. Carlos
Lacerda Editores/ Prefeitura do Rio, 1998.
A edição de luxo reúne quase 500 desenhos de J. Carlos sobre o Rio, e é aberta por um ensaio de Zuenir em que se detalha o porquê de o cartunista ter sido o principal cronista visual da cidade na primeira metade do século.
Cidade partida
Cia. das Letras, 1994 – 9ª reimpressão, 2000.
Preocupado com a violência crescente no Rio e especialmente intrigado com a chacina que matou 21 pessoas em Vigário Geral em 1993, Zuenir resolveu fazer um livro-reportagem que investigasse as origens desta violência e os esforços para se combatê-la. Durante vários meses ele foi freqüentemente a Vigário Geral, e chegou a entrevistar para o livro o chefe do tráfico local, Flávio Negão.

3 Antônios e 1 Jobim – Histórias de uma geração
Relume-Dumará, 1993 – 2ª ed., 2001.
O encontro entre os Antônios Callado, Candido, Houaiss e Carlos Jobim rendeu um delicioso vídeo de Dodô Brandão e ainda este livro. Zuenir conduziu a conversa entre os quatro e os entrevistou, cabendo aos jornalistas Marília Martins e Paulo Roberto Abrantes organizar o resultado para o volume lançado pela editora Relume-Dumará.
1968, o ano que não terminou
Nova Fronteira, 1988 – 38ª ed, 2000.
A partir de uma emblemática festa de réveillon, Zuenir mostra como, desde as primeiras horas, 1968 já indicava que não seria um ano simples. A partir das entrevistas que fez e do acesso a materiais até então inéditos – como a fita com a gravação da reunião que decidiu pelo AI-5 – o jornalista recria os acontecimentos políticos, culturais e comportamentais que sacudiram o Brasil naquele ano.

Os anos 60 – A década que mudou tudo
(com a equipe da revista Veja.)
Edições Veja, 1969.
Zuenir coordenou a equipe da revista Veja na realização das 12 reportagens que deram origem a este fascículo, um painel das mudanças radicais acontecidas na década de 60 no Brasil e no mundo. A revolução sexual, maio de 68 e a corrida especial são alguns dos temas do livro.

A história em notícia – Brasil em jornal
Ed. GB Rio Ltda, 1962.
Só caçando em sebos pode-se tentar achar esses volumes, que reúnem textos escritos por uma equipe dirigida por Amaral Netto e da qual Zuenir fez parte em 1956. A idéia de A história em notícia era contar fatos históricos em linguagem jornalística, unindo conhecimento embasado e linguagem simples.
Participação em coletâneas
“Um voluntário da pátria”
In: Vozes do Golpe. Companhia das Letras, 2004.
“A cultura da violência”
In: Para entender o Brasil. Alegro, 2001.
“Os pecados capitais, a literatura”
In: Palavra amordaçada. UPF Editora, Passo Fundo, 2001.
“Ah, se você estivesse aqui”
In: Estreitos nós – Lembranças de um semeador de utopias. Garamond, 2001.
“Viva o corpo brasileiro!”
In: Oito ou nove ensaios sobre o Grupo Corpo. Cosac & Naify, 2001.
“Domingo na praia” e “Praia, nosso lugar comum”
In: Todos os verões do Rio, Ed. ArtEnsaio, s/d.
“Vida de repórter”
In: Jornalismo é…. Ed. Xenon, s/d.
“O paraíso das balas perdidas”
In: Imagens. Ed. Unicamp, 1995.
“Um vocação para a alegria”
In: O Rio de Janeiro continua lindo. Memória Viva, 1995.
“Um lugar para os jovens”
In: Sagrado e profano: XI retratos de um Brasil fim de século. Agir, 1994.
“A sucessão”
In: Reflexões para o futuro – Veja 25 anos. Abril, 1993.
“Cadernos culturais”
In: Imprensa ao vivo. Rocco, 1989.
No Exterior
Viva Rio (Cidade Partida)
Tradução de Adelina Aletti. Milão, Giangiacomo Feltrinelli/Universale Economica, 1997







