Romances e novelas

Romances

Diário de um fescenino
Companhia das Letras, 2003.

Volta do escritor ao romance depois de nove anos, o livro é o diário de Rufus, um autor de cinco obras – sendo que apenas uma de sucesso – e muitas experiências amorosas. Mais do que contá-las, ele faz reflexões sobre literatura, conciliando humor e erudição. Na segunda metade do romance, Rufus se torna pivô de uma trama policial.

 

 

 

O selvagem da ópera
Cia. das Letras, 1994; 4ª reimpressão, 1999.

Fruto de exaustiva pesquisa do autor, este romance biográfico tem como protagonista o compositor e maestro brasileiro Antônio Carlos Gomes. O leitor passeia pelos bastidores do Império no Rio da segunda metade do século XIX e pelo mundo operístico italiano, onde Carlos Gomes conheceu glórias e tragédias.

 

 

 

 

Agosto
Cia. das Letras, 1990; 2ª ed., 23ª reimpressão, 2002; Record/Altaya, coleção “Mestres da literatura contemporânea”, 1995.

No dia 5 de agosto de 1954, um atentado a bala feriu Carlos Lacerda, principal opositor do presidente Getúlio Vargas, e matou o major Vaz, que o acompanhava. Rubem Fonseca, que por acaso estava a poucos metros do local na hora do tiro, acompanha neste romance as investigações sobre o crime, que acabaram levando Getúlio Vargas a cometer suicídio no dia 24 de agosto.

 

 

 

Bufo & Spallanzani
Francisco Alves, 1986; Cia. das Letras, 24ª ed., 12ª reimpressão, 2002.

O policial Guedes investiga neste romance a morte da socialite Delfina Delamare e seu envolvimento com o escritor Gustavo Flávio. Venenos retirados de sapos e plantas, mortes suspeitas e ameaças veladas são alguns dos elementos da trama, que foi adaptada para o cinema em 2000, num filme dirigido por Flávio Tambellini.

 

 

 

 

A grande arte
Francisco Alves, 1983; Cia. das Letras, 12ª ed., 17ª reimpressão, 2001; Record/Altaya, coleção “Mestres da literatura contemporânea”, 1998.

Este romance se desenrola num cenário urbano marcado pela violência e a crueldade. O protagonista é o advogado Mandrake, que aqui busca descobrir quem é o assassino de mulheres que marca, com uma faca, a letra P no rosto de suas vítimas. Prêmio Jabuti de melhor romance.

 

 

 

 

 O caso Morel
Artenova, 1973; Cia. das Letras, 3ª reimpressão, 1999; Record/Altaya, coleção “Mestres da literatura contemporânea”, 1998.

O primeiro romance do autor é um marco na literatura policial brasileira. Preso por homicídio, o artista plástico Paul Morel escreve um livro para relembrar sua vida, as mulheres com quem viveu e, principalmente, a morte de uma delas, Joana, motivo de sua prisão. Vilela, o escritor e ex-policial que Morel chama para ajudá-lo, acaba se envolvendo na história e tenta provar a inocência do artista.

 

 

 

 

novelas

O doente Molière
Cia. das Letras, 2000; 1ª reimpressão, 2000.

Molière, o grande dramaturgo francês, morreu em 1673, algumas horas depois de representar uma de suas peças mais conhecidas, “O doente imaginário”. E é Molière o escritor-personagem desta novela de Rubem Fonseca, que em sua narrativa revive o esplendor e as intrigas da corte de Luís XIV, dá ao leitor o prazer de “assistir” às peças de Molière e o faz perguntar-se ao longo de toda a leitura: “Quem envenenou Molière?”.

 

 

 

 E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto
Cia. das Letras, 1997; 1ª reimpressão, 1997.

O autor retoma nesta novela personagens marcantes de romances anteriores, como o Gustavo Flávio de “Bufo & Spallanzani” – um permanente suspeito de assassinatos – e o advogado Mandrake de “A grande arte”. Os dois dividem, além do apetite por mulheres, uma refinada paixão por charutos.