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  <title>Portal Literal - Artigos: Censurado!</title>
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  <dc:date>2010-9-07T01:54:41Z</dc:date>
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  <title>Portal Literal - Artigos: Censurado!</title>
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  <description>É lamentável que o público não possa ter acesso a um trabalho que, muitas vezes, envolve anos de pesquisa.</description>
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  <title>Comentário postado por Haron Gamal</title>
  <dc:date>2008-12-11T16:56:40Z</dc:date>
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  <description>Não conheço a biografia em questão, porém a censura não pode ser aceita de forma alguma. Havendo inverdades ou má-fé do biógrafo, caberia indenização, mas não o recolhimento da obra. Já é mais do que hora de se votar uma lei que liberte o trabalho do biógrafo. Ao andar da carruagem, logo nossa historiografia ver-se-á muda.</description>
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  <title>Comentário postado por Viegas Fernandes da Costa</title>
  <dc:date>2008-12-11T16:56:40Z</dc:date>
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  <description>No Brasil, a censura é usada não somente para &quot;proteger&quot; os biografados, mas para encobrir mitos sociais que não querem ter a imagem abalada. Pura hipocrisia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Parabéns, Bruno.</description>
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  <title>Comentário postado por MANTOLVANI,  R. M.</title>
  <dc:date>2008-12-11T16:56:40Z</dc:date>
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  <description>O autor do livro censurado, Alaor Barbosa, faz algumas observações, acrescentadas e corrigidas na matéria, em e-mail que republicamos abaixo:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Goiânia, quinta-feira, 11.12.1008.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Prezado Bruno Dorigatti:&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Acabo de ler sua matéria sobre o caso da minha biografia de João Guimarães Rosa. Muito bem-feita, com critério e rigor. Parabéns. Isto é bom jornalismo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Gostaria de fazer duas observações: &lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; o art. 20 do Código Civil não contém a palavra biografia, de modo que este é um gênero de escrita para o qual não existe necessidade, para ser publicado, de autorização prévia ou posterior&amp;#059; o art. 20 fala em &quot;divulgação de escritos&quot;. Portanto, o teu texto pode ser aprimorado com a mera transcrição do art. 20 do Código Civil, a fim de que os leitores verifiquem esse fato&amp;#059; &lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; não existem dois processos contra o meu livro, ao contrário do que afirma o representante da Editora Nova Fronteira: existe uma única ação, proposta por esta editora e uma das filhas de João Guimarães Rosa. Uma única petição inicial, uma única ação, um único processo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Peço-lhe atenção para o fato de que não existe no direito brasileiro uma única norma que autorize proibição ou apreensão de livro. Vigora, nesta matéria, soberano e absoluto, o inciso IX do art. 5º da Constituição Federal, em consonância com numerosas declarações internacionais de direitos fundamentais.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Finalmente: minha disposição e decisão (eu reescrevi o texto para esse fim) de retirar do meu livro as citações do livro da filha de Guimarães Rosa visa a dois objetivos: provar que meu livro independe dessas citações para subsistir íntegro e perfeito, e, naturalmente, depurá-lo da presença de citações de uma autora que se tornou incômoda ao meu livro. Em momento algum eu aceitei a acusação de que as citações foram em número excessivo, pois não o foram. Já mencionei, várias vezes, que vários livros sobre a obra de Guimarães Rosa contêm um número de citações dela muito maior. O livro &lt;em&gt;J.G. Rosa: Metafísica do sertão&lt;/em&gt;, por exemplo, contém mais de mil citações. A verdade é que não existe limite legal para citações. Se você pegar  - outro exemplo - o livro &lt;em&gt;História da inteligência brasileira&lt;/em&gt;, do grande crítico literário Wilson Martins, você vai ver um milhar de citações, algumas com mais de 50 linhas. A biografia &lt;em&gt;Monteiro Lobato - vida e obra&lt;/em&gt;, de Edgar Cavalheiro, um clássico no gênero, contém centenas de citações de textos de Lobato. Posso referir, a esse propósito, centenas de livros em que o número de citações ultrapassa, de muito, o do meu sobre Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Minha decisão de expungir meu livro das citações do livro da filha de Rosa foi comunicada, formalmente, a ela e à Editora Nova Fronteira na contra-notificação feita pela minha editora, a LGE, logo que recebeu a notificação extrajudicial para retirar do mercado o meu livro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Para terminar, devo pedir sua atenção para a carta que escrevi respondendo as acusações criminosas a mim feitas pela filha de Guimarães Rosa em entrevista à &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;. Eu disse que ela cometeu quatro crimes (dois de calúnia, um de injúria, um de difamação), mas apesar disso eu não tenho a intenção de processá-la, pois embora os crimes tenham sido consumados minha honra continua intacta: ela não logrou me atingir.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aceite meus cumprimentos.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Alaor Barbosa.&quot;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Comentário postado por Bruno Dorigatti</title>
  <dc:date>2008-12-11T16:56:40Z</dc:date>
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  <description>Matéria competente e pertinente, Bruno, meus parabéns.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Parece-se que aos biógrafos brasileiros seria mais seguro escreverem sobre personalidades estrangeiras. Em breve, seremos uns desmemoriados.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Li o livro de Alaor [um exemplar pode ser consultado na Biblioteca Lúcio de Mendonça, da ABL] que me pareceu fruto de uma pesquisa bastante rigorosa, reverente e carinhosa. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Atualmente, eu escrevo &quot;Uma história literária do xadrez&quot; [título provisório] e, tendo incluído Rosa em minha lista de 64 autores-enxadristas, &quot;Sinfonia Minas Gerais: A vida e a literatura de João Guimarães Rosa [Tomo I]&quot;  tornou-se uma de minhas referências. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Será que devo excluir, por exemplo, a análise de &quot;Chronos Kai Agnake&quot;, [conto publicado por Rosa, às vésperas de completar 22 anos] do meu estudo? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Daremos tempo ao tempo. Pois, como no conto imaginado por Rosa, parece-me que jogamos contra essa incômoda rotina censuradora, semelhante disputa enxadrística, àquela do tempo contra a fatalidade. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Forte abraço.</description>
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  <title>Comentário postado por Cláudio de Souza Soares</title>
  <dc:date>2008-12-11T16:56:40Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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