Contos e crônicas
O Segredo e Outras Histórias de Descoberta
Cia das Letras, 2012.
Cinco contos escritos por Lygia Fagundes Telles ao longo de sua extensa carreira literária estão reunidos neste livro. Eles têm em comum a presença de uma criança ou de um adolescente como narrador ou como protagonista. O que se vê, por trás do relato sempre delicado e agradável de Lygia, é o processo de amadurecimento e a perda das ilusões.
Passaporte para a China – Crônicas de Viagem
Cia das Letras, 2011.
Lygia Fagundes Telles reúne pela primeira vez em livro crônicas de viagem publicadas na imprensa em 1960, com impressões pitorescas e poéticas sobre a China, o Brasil e os paradoxos do mundo moderno.
Em 1960, delegações de todo o mundo participaram da festa do 11º aniversário do socialismo chinês. Embora não se considerasse comunista, Lygia Fagundes Telles foi incluída no grupo brasileiro e resolveu enfrentar o pânico dos “aviões a jato”.
Conspiração de Nuvens
Rocco, 2007.
Conspiração de nuvens é uma seleção de textos leves, mesmo quando remetem aos “anos de chumbo” da ditadura, rememorados na crônica que intitula o livro, ou à morte de alguém estimado, como em “Solo de clarineta”, verdadeiro réquiem ao amigo e escritor Erico Verissimo. Com um olhar apurado, diferenciado e sensível, alternando, como em obras anteriores, passado e presente, ficção e fato, Lygia envolve a realidade com um manto de imaginário e fantasia, conspirando a favor de uma prazerosa e agradável leitura para todos.
Meus contos esquecidos
Rocco, 2005.
A antologia reúne textos que não entraram em Meus contos preferidos. As cobranças dos leitores foram tantas que Lygia resolveu fazer uma coletânea complementar com 22 contos que tinham sido barrados no baile, como ela diz.
Histórias de Mistério
Rocco, 2004.
As seis histórias deste livro foram escolhidas por Rosa Amanda Strausz. Verdadeiros mergulhos no desconhecido, provocam calafrios e aceleram o coração. Há morte, escuridão, solidão e loucura em contos como “A caçada” e “O jardim selvagem”. Apesar de não terem sido escritos para adolescentes, a seleção é voltado para o público jovem.
Meus contos preferidos
Rocco, 2004.
Nesta antologia especial, Lygia seleciona 31 contos de toda a sua obra, mesclando épocas, estilos e temas. A disposição dos contos no livro de mais de 300 páginas não segue critérios cronológicos, mas de afinidades sabidas pela autora. “As formigas”, “As cerejas”, “Natal na barca” e “Noturno amarelo” são alguns dos textos escolhidos.
Invenção e memória
Rocco, 2ª edição 2001.
Coletânea de 15 contos em que a autora abre o baú de suas memórias e as mistura com ficção. Da menina que descobre os mistérios da morte em “Suicídio na granja” ao questionamento da maturidade em “Se és capaz”, passando pelas fantasias adolescentes de “Dança com o anjo”, a autora surpreende nas combinações entre fantasia e realidade.
A noite escura e mais eu
Nova Fronteira, 1985; Ed, Rocco, 1998.
Coletânea de nove contos que ganhou vários prêmios quando foi lançada, em 1995. Mais uma vez a autora explora aqui a mais profunda intimidade de personagens bastante complexos, como a mãe solitária diante do túmulo da filha que nunca compreendeu, em “Uma branca sombra pálida”, ou a escultura que ganha emoção e pensamentos em “Anão de jardim”. O título foi tirado de um poema de Cecília Meireles.
Mistérios
Nova Fronteira, 1981; 32ª ed., Rocco, 1998.
Esta coletânea de contos fantásticos, publicada em 1981, reúne textos de diversas fases da carreira da autora, desde “A estrela branca”, de 1949, até “A presença”, de 1977. Em comum, todos têm uma atmosfera sutil que oscila entre o sobrenatural e a realidade, através da introdução de pormenores como formigas, ratos, unhas e vulcões.
A disciplina do amor
Nova Fronteira, 1980; 9ª ed., Rocco, 1998.
Coletânea de pequenos textos sobre assuntos diversos, classificados por Lygia como “fragmentos”, foi um de seus grandes sucessos editoriais, publicado originalmente em 1980. Aparentemente desconexos entre si, os textos acabam revelando algo em comum: são todos retratos de sonhos, lembranças e situações ligados à existência comum do ser humano.
A estrutura da bolha de sabão
Cultura, 1978, com o título “Filhos pródigos”; 3ª ed., Nova Fronteira, 1995; 4ª ed., Rocco, 1998.
Reunindo oito contos publicados antes apenas em revistas ou antologias, o livro foi lançado originalmente com o título de “Filhos pródigos”. O motivo que levou a autora a escolher um novo nome para a obra foi uma coincidência: sugerido anteriormente pelo marido, Paulo Emílio Salles Gomes, para batizar a coletânea, o título do último conto publicado aqui também foi o escolhido pelo editor da obra em francês.
Seminário dos ratos
José Olympio, 1977; 7ª ed., Nova Fronteira, 1992; 8ª ed., Rocco, 1998.
Personagens inteiramente estranhos entre si se revelam nos contos que formam esta coletânea publicada em 1977. Enquanto na história-título ratos devoram autoridades numa casa de campo, em “Senhor diretor” uma mulher de idade escreve para a seção de um jornal tentando compreender os acontecimentos à sua volta. Já o conto “As formigas” mostra como estas reconstituem insistentemente a ossada de um anão.
Antes do baile verde
Bloch, 1970; 15ª ed., Nova Fronteira, 1995; 16ª ed., Rocco, 1998.*Este livro reúne contos escritos entre 1949 e 1969.
O conto que dá título a esta coletânea, “Antes do baile verde”, marcou um dos grandes momentos da carreira da autora, quando recebeu em Cannes o Grande Prêmio Internacional Feminino para estrangeiros em língua francesa, concorrendo com candidatos de 21 países. A obra reúne 18 contos escritos durante um período de 20 anos, entre 1949 e 1969. Estes contos haviam sido publicados anteriormente em livros que não foram reeditados.
O Jardim Selvagem
Martins, 1965.
Histórias Escolhidas
Martins, 1964.
Histórias de Desencontro
José Olympio, 1958.
Reunião dos contos “As pérolas”, “O encontro”, “Biruta”, “A fuga”,” Hô-hô”, “Venha ver o pôr-do-sol”, “A ceia”, “Eu era mudo e só”, “A testemunha”, “As cartas”, “A viagem”, “A sonata”, “Natal na barca” e “Um coração ardente”.
O cacto Vermelho
Mérito, 1949.
Coletânea que reúne os contos ”Os mortos”, “Olho de vidro”, “A recompensa”, “A confissão de Leontina”, “O menino”, “A estrela branca”, “Madrugada grotesca”, “Migra”, “O suicídio de Leocádia”, “Correspondência”, “Felicidade” e “O cacto vermelho”.
Porão e Sobrado
Cia Brasil, 1938.
Única edição que reúne os primeiros 12 contos da autora.
Romances
As horas nuas
Nova Fronteira, 1989; 4ª ed., Rocco, 1998.
Publicado em 1989, é um dos mais marcantes romances da autora. Os personagens centrais são Rosa Ambrósio, uma atriz decadente e abandonada que luta contra a dor de suas memórias, e Rahul, um gato que um dia foi poeta do Império Romano. Numa narrativa sem começo nem fim, os sonhos e pensamentos de Rosa se misturam aos do gato, costurados pelas histórias da empregada Dionísia
As meninas
José Olympio, 1973; 31ª ed., Nova Fronteira, 1996; 32ª ed., Rocco, 1998.
Terceiro romance e um dos mais conhecidos da autora, foi lançado em 1973, ganhou o Jabuti e os outros prêmios literários de importância no país e ainda foi transformado em filme em 1996. O romance, complexo e perturbador, conta a história de Lia, Lorena e Ana Clara, três meninas que vivem num pensionato religioso em plena ditadura militar, e seu envolvimento com política, sexo e drogas.
Verão no aquário
Martins, 1963; 10ª ed., Nova Fronteira, 1993; 11ª ed., Rocco, 1998.
Romance publicado em 1964, conta a história de Raíza, moça fechada e reclusa, e sua ansiosa busca por afeto. A angústia causada pela tentativa de se conhecer e sua estranha personalidade a levam a disputar o amante com a própria mãe, numa atmosfera de amor e ciúme que lembra as tragédias gregas.
Ciranda de pedra
O Cruzeiro, 1954; 30ª ed., Nova Fronteira 1997; 31ª ed., Rocco, 1999.
A heroína deste primeiro romance da autora é Virgínia, menina-moça que vive um pesado drama familiar e cujos sentimentos contraditórios em relação ao mundo são expostos de maneira ao mesmo tempo crua e delicada. Fruto de um romance extraconjugal, Virgínia assiste angustiada e impotente à tragédia que se abate sobre sua mãe e seu verdadeiro pai, enquanto tenta ganhar a qualquer custo o afeto de uma família hostil.
Memórias
Durante aquele estranho chá – Perdidos e achados
Rocco,2002; 2ª ed.,2002
Foi o autor da idéia, o jornalista Suênio Campos de Valença, quem vasculhou arquivos e coletou os escritos, mas Lygia adotou o projeto e revisou os textos que constam deste livro, fazendo acréscimos e alterações. Reminiscências, impressões, homenagens e um forte amor pela literatura se misturam nos 22 capítulos, que têm como personagens Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, Glauber Rocha e muitos outros.
Roteiro de cinema
Capitu
com Paulo Emílio Salles Gomes. Siciliano, 1993; 1ª reimpressão, 1999
Adaptação para o cinema do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, foi encomendada em 1967 pelo diretor Paulo Cezar Saraceni e escrita por Lygia em parceria com seu segundo marido, Paulo Emílio Salles Gomes. O roteiro ficou perdido durante anos entre os papéis da escritora, e acabou sendo publicado apenas em 1993.
Antologias
Pomba enamorada e outros contos.
Seleção de Léa Masina. L&PM, 1999.
Oito contos de amor.
Seleção de Pedro Paulo Sena Madureira. Ática, 1997.
A confissão de Leontina e fragmentos.
Seleção de Maura Sardinha. Ediouro, 1996.
Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.
Seleção de Eduardo Portella. Global, 1994.
Venha ver o pôr-do-sol e outros contos.
Seleção da editora. Ática, 1988.
Lygia Fagundes Telles.
Organização de Leonardo Monteiro. Abril Educação, Coleção Literatura
Comentada, 1980
Seleta.
Organização, estudos e notas de Nelly Novaes Coelho. José Olympio, 1971.
Participação em Coletâneas
“O moço do saxofone”, “A caçada” e “A estrutura da bolha de sabão”.
In: Os cem melhores contos brasileiros do século. Organização de Ítalo
Moriconi. Objetiva, 2000.
“A estrutura da bolha de sabão” e “As cerejas”.
In: O conto brasileiro contemporâneo. Organização de Alfredo Bosi. Cultrix, s.d.
“Antes do baile verde”.
In: Para gostar de ler, volume 27 – Histórias sobre ética. Ática, 1999.
“Pomba enamorada ou uma história de amor”.
In: Para gostar de ler, volume 22 – Histórias de amor. Ática, 1997.
“Natal na barca”.
In: Contos para um Natal brasileiro. Relume-Dumará, 1996.
“As formigas”.
In: Contos brasileiros. Organização de Sérgio Faraco. L&PM, 1996.
“A caçada”.
In: Contos brasileiros contemporâneos. Organização de Julieta de Godoy Ladeira. Moderna, 1994.
“Antes do baile verde”.
In: Antologia do conto brasileiro. Organização de Douglas Tufano. Moderna, 1994.
“As cerejas”.
In: As cerejas. Organização de Vivina de Assis Viana. Atual, 1993.
“Natal na barca”.
In: A palavra é festa. Organização de Ricardo Ramos. Scipione, 1990.
“Eu era mudo e só”.
In: A palavra é mulher. Organização de Ricardo Ramos. Scipione, 1990.
“Cartas perfurmadas”.
In: Crônicas de amor. Ceres, 1989
“Natal na barca” e “Dezembro no bairro”.
In: Para gostar de ler, volume 9 – Contos. Ática, 1984.
“Pomba enamorada”.
In: O papel do amor. Organização de Edla van Steen. Cultura, 1979.
“Negra jogada amarela” (conto infanto-juvenil).
In: Criança brinca, não brinca? Organização de Rogério Ramos. Cultura, 1979.
“As formigas”.
In: O conto da mulher brasileira. Organização de Edla van Steen. Vertente, 1978.
“O muro”.
In: Lições de casa: exercícios de imaginação. Organização de Julieta de Godoy Ladeira. Cultura, 1978.
“Missa do galo”.
In: Missa do galo: variações sobre o mesmo tema. Organização de Osman Lins. Summus, 1977.
“Trilogia da confissão” (“Verde lagarto amarelo”, “Apenas um saxofone” e “Helga”).
In: Os 18 melhores contos do Brasil. Bloch, 1968.
“Gaby”.
In: Os sete pecados capitais. Organização de Enio Silveira. Civilização Brasileira, 1964.














