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Música, ídolos e poder. Do vinil ao download
não-ficção/livro de André Midani
 
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Bruno Dorigatti, Rio de Janeiro (RJ) · 6/10/2008 · 90 votos · nenhum
  

Editora: Nova Fronteira
336 pp
ISBN 9788520921418
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Confira um trecho do livro (Trecho)
(PDF - 442 Kb)
Lançamento: 7/10/2008
Preço médio: R$ 39,90
Da bossa nova à tropicália, seguido pelos grupos de rock da década seguinte, André Midani conseguiu reunir um time invejável de cantoras, cantores, bandas. De todos os grandes, o único que não esteve sob a sua batuta foi o rei Roberto Carlos. A história de nosso principal executivo da indústria da música contada por ele próprio.

Leia aqui a apresentação de Zuenir Ventura:

"Se não existisse, André Midani não podia ser inventado. Seria inverossímil demais. Sua vida é feita de acasos improváveis. Vocês conhecem alguém que se encontrava na Normandia em 1945, durante o desembarque das tropas aliadas no famoso “Dia D”? Pois André estava lá, como muito depois estava no Rio ajudando a criar a Bossa Nova. Ou mais tarde nos EUA como um dos mais poderosos executivos da Time-Warner. Tinha razão aquela policial mexicana quando examinou os documentos dele. “Uma pessoa nascida na Síria, com passaporte brasileiro, que mora em Nova York, que vem de Medelím e passa pelo México, que diz trabalhar com música, e que fala espanhol com sotaque francês... não pode ser uma pessoa confiável!”

Glauber Rocha também não se conformava. Chegou a escrever um artigo cujo título dizia tudo: “André Midani, o agente secreto da CIA”. Para o hiperbólico cineasta, aquele gringo que comandava a produção musical no Brasil só podia ser um elemento do imperialismo americano infiltrado no nosso show-bizz. Fazia sentido, porque o suspeito estava realizando uma revolução na nossa indústria do disco. A gravadora que ele dirigia aqui havia tomado conta do mercado.

Por outro lado, a ditadura mantinha sob vigilância esse possível agente de Moscou – no caso, com motivos. André ousou reunir o que para os militares não passava de um elenco de subversivos: Caetano, Gil, Chico, Raul Seixas, Nara, Elis, entre outros. Pior. Quando alguns desses elementos perigosos foram obrigados a deixar o país, Midani desafiou a repressão e os manteve empregados e produzindo no exílio.

“Do vinil ao MP3” é uma espécie de Google da MPB moderna. Acesse “Midani” e vêm junto Tom, Vinícius, João Gilberto, Donato, o que há de melhor, com histórias saborosas. Como a do dirigente de uma companhia que jogou no chão o disco que André insistia que ele gravasse. “Isso é música de veado”, xingou. O disco se chamava “Chega de saudade”.

A policial mexicana errou por pouco. André era confiável. Só não era provável."


tags: Rio de Janeiro RJ artes-visuais andre-midani musica industria industria-fonografica zuenir-ventura bossa-nova tropicalia mpb rock
 
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