A análise do Felipe Pena, a respeito do ensino superior, e sua crítica a este são precisas e poderiam ganhar uma discussão mais aprofundada.
O que ele fala da literatura acadêmica, a taxando de hermética e se referindo assim à linguagem que obedece mais aos anseios do autor que o elo entre sua obra e o leitor seja qual for, essa crítica já desgastada também procede, ok.
E, ao final, a proposta que ele faz, de uma escrita fácil e acessível a mais pessoas, sem perder em qualidade, é ótima. Nesse último, estou mais de acordo com ele que com a Adriana, pois considero que o autor não deveria objetivar escrever para o leitor que é, como ela afirma. É um ponto de vista, não tão simples de resumir, nem vou discutí-lo e expor agora. A questão, agora e ao meu ver, são duas.
Uma, o Felipe se excede jogando seu diagnóstico sobre a literatura brasileira contemporânea, simplificando sua crítica e tornando-se leviano ou um simples provocador irrelevante.
Outra, agora seria interessante ler seu livro pra vermos se ele conseguiu o que tantos buscam e falham miseravelmente, que é criar um "enredo fácil, ágil, com simplicidade e fluência ... acessível a uma parcela maior da população." Pois se isso é o que a literatura brasileira contemporânea deveria almejar, então ele deve ter conseguido em sua obra, certo?
Ou, isso aí não seria literatura, apenas ficção, já que ele mesmo diz que sua obra não faz parte da primeira categoria? Ou seja, impressão minha ou ele se encerra num paradoxo?
Enfim, dava pra continuar pensando o ponto de vista dele, mas vou parar por aqui :)
Denis Pedroso · São José dos Pinhais (PR) · 14/10/2008 10:40