Cinema

Sobre Gullar

São Luís do Maranhão de Ferreira Gullar
Documentário, direção de Helder Aragão e Marcelo Gomes, 1997.
O filme mostra as ligações da vida e da obra de Gullar com a cidade em que nasceu e onde morou até os 21 anos.

O canto e a fúria
Documentário em vídeo com depoimentos de Ferreira Gullar, direção de Zelito Viana, 1996.
Sempre no mesmo cenário, Gullar fala de todas as fases de sua obra: conta casos engraçados como o fracasso do “Poema enterrado”, criado com Hélio Oiticica; explica a opção que fez pela poesia política no início dos anos 60; e ainda lê alguns de seus poemas preferidos.

Veja trechos do documentário:

O caminho até “A luta corporal”
Concretismo radical: o “Poema enterrado”
Um olhar sobre as questões sociais
A opção por uma linguagem comum

Documentários narrados por Gullar

A última coluna
Documentário, direção de Luiz Carlos Prestes Filho, 1999.
Passando por vários estados, a equipe do documentário refez durante nove meses a caminhada de 25 quilômetros da Coluna Prestes, o movimento liderado nos anos 20 por Luiz Carlos Prestes para protestar contra o governo de Arthur Bernardes. O filme foi dirigido por um dos filhos de Prestes.

Imagens do inconsciente
Documentário, direção de Leon Hirzsman, 1986.
Realizado durante três anos por Leon Hirzsman junto a pacientes/artistas da doutora Nise da Silveira, “Imagens do inconsciente”, lançado pela Funarte, é dividido em três grandes partes, cada uma enfocando um artista: “Em busca do espaço cotidiano” (sobre a obra de Fernando Diniz), “No reino das mães” (Adelina Gomes) e “A barca do sol” (Carlos Pertuis).

Clique aqui para ver um trecho do documentário

Cabra marcado para morrer
Documentário, direção de Eduardo Coutinho, 1964-1984.
Inspirado pelo título do cordel “João Boa-Morte, cabra marcado para morrer”, escrito por Gullar, o cineasta Eduardo Coutinho decidiu fazer no interior de Pernambuco um documentário sobre o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira O golpe militar de 1964 interrompeu o projeto, que acabou sendo retomado quase 20 anos depois para mostrar o que acontecera com os moradores da região, em especial Elizabeth Teixeira, viúva do líder. O documentário venceu o FestRio em 1984.

ABC da greve
Documentário, direção de Leon Hirzsman, 1979 (lançado apenas em 1990).
Leon, que se tornaria um militante apaixonado do Partido dos Trabalhadores, registrou as greves de 1979 no ABC paulista e toda a mobilização que acabou desembocando no PT.

O Aleijadinho
Documentário em curta-metragem, direção de Joaquim Pedro de Andrade, 1978.
Com roteiro do arquiteto Lúcio Costa, o filme conta a vida do escultor Antônio Francisco Lisboa e mostra a beleza de sua obra em imagens de Congonhas do Campo e Ouro Preto.

Canto do trabalho: cacau
Documentário, direção de Leon Hirzsman, 1976.
O filme acompanha a vida dos trabalhadores na região cacaueira da Bahia.

Cinema brasileiro: mercado ocupado
Documentário em vídeo, direção de Leon Hirzsman, 1975 (lançado apenas em 1995).
Documentário sobre a situação do cinema nacional.

Brasília, contradições de uma cidade nova
Documentário em média-metragem, direção de Joaquim Pedro de Andrade, 1967.
Com apenas seis anos de vida, Brasília é analisada por seus habitantes. A pergunta básica do documentário é: uma cidade inteiramente planejada, criada em nome do desenvolvimento social e da democratização da sociedade, poderia reproduzir as desigualdades e a opressão existentes em outras regiões do país? A fotografia é de Affonso Beato, hoje conhecido internacionalmente.

Ver ouvir
Documentário, direção de Antônio Carlos da Fontoura, 1966.
Filme sobre o trabalho dos artistas plásticos Roberto Magalhães, Rubens Gerchman e Antonio Dias, então ainda consolidando suas carreiras, hoje nomes consagrados.

Maioria absoluta
Documentário, direção de Leon Hirzsman, 1964.
O filme foi quase todo realizado em Pernambuco, onde se organizavam as Ligas Camponeses. O objetivo era mostrar que problemas como a concentração de terras, os latifúndios improdutivos e a concentração de renda como um todo deixavam a maioria absoluta dos brasileiros na pobreza.