"José só trabalha por encomenda. É conhecido como O Especialista". às 17h27 da última quarta, 4 de novembro, começou a divulgação, via
Twitter da editora Agir, do novo romance de
Rubem Fonseca. Depois de mais de 20 anos, o escritor deixou a Companhia das Letras, e estréia em grande estilo na nova editora, do grupo Ediouro.
Em
O seminarista, o matador de aluguel e ex-seminarista José, que já apareceu em três contos de
Ela e outras mulheres (Companhia das Letras, 2006): "Belinha", "Olívia" e "Xânia", está disposto a iniciar uma vida nova, quando se torna alvo de um antigo cliente.
"José vive sozinho. E não sabe nada de seus clientes. José ama poesia e rock. José já esteve por aí. Mas agora sua vida se revela em detalhes.José ouve rock e é conhecedor de pistolas. Não costuma errar.José vive no Rio de Janeiro, mas correu mundo a serviço. Quer se aposentar. Mas é difícil. José tem certeza: todos aqueles que matou mereceram. José detesta qualquer Papai Noel. Ainda mais quando eles fazem ô!ô!ô!", foram as twittadas seguintes, descrevendo um pouco mais do personagem.
O seminarista inaugura as ações na internet do grupo Ediouro (que reúne, entre outras, a Agir, Nova Fronteira, Plugme) para os seus próximos lançamentos. Além do Twitter, o livro ganhou um
site especial, onde é possível assistir à um
vídeo promocional, produzido pela
Retina 78, que cuidou também do projeto gráfico, onde o próprio Rubem lê em off e com sua voz rouca trechos da novela. No site, ainda consta o
trecho inicial da novela, e um áudio do autor lendo trecho do famoso conto "A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro". Quem comprar
O seminarista, leva de brinde o livro
A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro, com o referido conto, ilustrado pelas fotos de Zeca Fonseca, filho de Rubem, e que já havia feito trabalho semelhante, a partir de
Bufo & Spallanzani.
O site resume assim o livro que chega às livrarias neste sábado, 7 de novembro:
"Para o protagonista de
O seminarista, matar não causa remorso, mas também não causa prazer. É apenas seu trabalho, que lhe permite se dedicar àquilo que realmente ama: livros, filmes e mulheres. Não quer saber quem é a pessoa que será eliminada, nem mesmo lê os jornais do dia seguinte.
Quando, no entanto, decide que já é hora de abandonar a profissão, descobre que não é tão imune aos efeitos de seus trabalhos e de suas escolhas como acredita ser, e tem que enfrentar fantasmas de um passado que pensa ter superado. Em seu décimo primeiro romance, Rubem Fonseca mais uma vez se mostra um dos mestres da narrativa brasileira, conciso e intenso, capaz de manter a tensão a cada página."
Segundo Sérgio Rodrigues, em seu blog
Todo Prosa, "corre por aí à boca nem tão pequena que
O seminarista é, com muitos corpos (olha o duplo sentido) de vantagem, o livro mais violento do escritor de 84 anos. O que, em seu caso, é muito".
Amanhã também chegam às livrarias
Os prisioneiros e
Lúcia McCartney, iniciando a coleção que conta com a curadoria do jornalista Sérgio Augusto e pretende lançar dois títulos a cada dois meses. Em janeiro, será a vez de
Agosto e
A coleira do cão.
Kindle
O seminarista será ainda o primeiro livro no País a sair com versão para
Kindle e iPhone, o que deve acontecer nas próximas semanas. Segundo Newton Neto, diretor-executivo da Singular, braço do grupo Ediouro dedicado às novas tecnologias, em entrevista ao
Blog do Link, d'
O Estado de S. Paulo, a empresa terá seu acervo completo no Google Books.
"Vamos ter todo catálogo de lançamentos das editoras do grupo em versões digitais, principalmente para plataformas como Kindle e iPhone. A idéia também é explorar a cauda longa com lançamentos específicos para plataformas digitais como impressão sob demanda e e-books. O preço dos primeiros e-books do grupo serão divulgados quando do lançamento do novo livro do Rubem Fonseca que será lançado simultaneamente para o iPhone e Kindle, nas próximas semanas", afirmou ao Blog do Link.
Ironicamente, Rubem Fonseca não leva muita fé nos livros eletrônicos, como escreveu em
artigo exclusivo para o Portal Literal, publicado em fevereiro deste ano:
" Será que ele vai dar certo? Ou vai fracassar como o PRS? Talvez o Kindle precise de mais recursos – toque música, faça fotos e filmes, envie e receba e-mails, possa ser usado na caixa eletrônica do banco para tirar dinheiro, permita download de filmes e dispare projéteis de borracha (ou verdadeiros) para assustar ladrões, já que o número de assaltantes aumenta mais que o número de novos e-books.
Uma longa exposição a telas eletrônicas, segundo algumas pesquisas, é prejudicial à saúde. Outras pesquisas dizem que se você mantiver constantemente uma distância de pelo menos 50 centímetros da tela, se parar de ler a cada 30 minutos durante pelo menos vinte minutos, de preferência caminhando neste intervalo, se fizer isso, além de pingar colírios na vista de dez em dez minutos, poderá evitar a 'Síndrome de Tela de Computador', dor de cabeça, olhos cansados e secos, visão embaçada, além de outros sintomas que variam conforme o leitor. Ler na cama está fora de cogitações.
Respondam: há coisa melhor do que ler em um livro? Além disso ele pode ser lido em qualquer lugar. Digam um lugar em que um livro não pode ser lido?
Você pode ler os jornais na internet, no entanto todo mundo prefere ler as notícias no jornal de papel. Por que será? Vício? Conforto? Sabedoria?
O significado da palavra inglesa Kindle é 'arder, acender, incendiar'.
Querem saber de uma coisa, aqui entre nós? Esse Kindle me parece fogo de palha."
> Leia mais Rubem Fonseca aqui no Portal Literal
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