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Poesia com Caio F. Abreu, Armando Freitas Filho e Fabricio Carpinejar
 
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Portal Literal 2.0, Rio de Janeiro (RJ) · 14/12/2009 · 46 votos · nenhum
  
Divulgação
Armando Freitas Filho
*publicado originalmente na newsletter da Blooks Livraria.

Para sempre teu, Caio F.

Era desta maneira que Caio Fernando Abreu costumava encerrar as cartas que mandava para amigos. Várias delas estão reunidas em Para Sempre Teu, Caio F. , lançado pela Record. Escrito por Paula Dip, amiga de Caio por 20 anos, o livro reúne cartas, bilhetes, conversas e memórias da autora, a quem Caio Fernando Abreu dedicou o clássico Morangos Mofados. Para Sempre Teu, Caio F. traz também depoimentos de pessoas importantes na vida de Caio, como Cazuza, Ney Matogrosso, entre outros. O resultado é um emocionante relato de quem acompanhou de perto o mundo do “Escritor da Paixão” (como o definiu Lygia Fagundes Telles) até sua morte precoce, aos 47 anos, vítima de Aids.

Veja aqui o vídeo sobre o livro.

Frases marcantes de Caio F. Abreu

"A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."

"Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo..."

"Tudo já passou e minha vida não passa de um ontem não resolvido"

"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido"

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"

Sobre e de Caio F. Abreu leia também:

Caio Fernando Abreu - Inventario De Um Escritor Irremediável, de Jeanne Callegari - Editora Seoman (R$ 28,00). Durante três anos, a autora realizou mais de 60 entrevistas, pesquisou reportagens e entrevistas de CFA, leu cartas do escritor e descobriu informações raras, que reconstituem o cenário em que seus contos, romances e peças de teatro surgiram.

Teatro Completo: Caio Fernando Abreu - Editora Agir (R$ 49,90) O livro apresenta oito peças de teatro de Caio Fernando Abreu, em ordem cronológica de suas estréias, acompanhadas de fichas técnicas e fotos das montagens.

Memórias poéticas de Armando Freitas Filho em Lar,

Lar, (Companhia das Letras) não é um livro de memórias, mas pode ser um livro sobre a memória. A continuidade, por isso mesmo, não é linear. O autor sentiu esses sobressaltos e não procurou corrigi-los, pois como bem anota Vagner Camilo na sua apresentação, "a autobiografia poética não se restringe [...] nem parece obedecer a uma cronologia estrita. E aqui temos que considerar o próprio desajuste do gênero lírico para lidar com a pretensa tarefa autobiográfica de recompor a gênese do indivíduo, mais adequada ao fio contínuo da prosa". O Lar, do título com a vírgula sem o seu aposto - uma vírgula em suspenso, ou em suspense -, dá, logo de entrada, visualmente, uma dica do que se vai encontrar de semelhante nos poemas, no fluxo interno e externo deles.

Sobre o livro, Fábio de Souza Andrade escreveu na Folha de S. Paulo:

“Escrevo de costas para a família/ defronte do espelho/ que a reflete, e a mim, sua extensão/ e consequência”: os versos do poema “Pelo Retrovisor” bem poderiam servir de epígrafe a Lar, (2004-2009), coletânea do poeta carioca Armando Freitas Filho recém-lançada pela Companhia das Letras, sucedendo a Raro Mar (2002-2006). Eles resumem e encenam, na imagem sintética da escrita solitária, os elementos essenciais que definem o estado atual e a história de seu “escritório poético”, correção de rumo - pessoal, lúcida e retorcida - da geometria cabralina e da oficina irritada drummondiana, moldadas pela experiência contemporânea e pela preocupação persistente com o tempo."

Leia outros livros de Armando Freitas Filho:


Maquina de escrever - Poesia reunida e revista (Editora Nova Fronteira)
Raro Mar (Companhia das Letras)

Dica da Blooks: Fabrício Carpinejar faz poesia com atitude

Escrito em 2001 e relançado agora pela Bertrand, Terceira sede, do gaúcho Fabrício Carpinejar, se passa em 2045, quando o escritor terá (ou tem) 72 anos. “Como posso ter morrido antes, decidi antecipar a velhice”, escreveu Carpinejar, que já foi chamado de "Don Juan das palavras". Você pode saber mais sobre o escritor no blog dele e assistindo à entrevista dele no Jô Soares Onze e Meia, quando lançou o livro Canalha. Sobre Terceira sede, leia mais no site da editora Bertrand.

>Acesse o site da Blooks Livraria.

tags: literatura caio-fernando-abreu armando-freitas-filho fabricio-carpinejar blooks poesia


 
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